A Marinha Imperial


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O Brasil dos outros 500

Ordens e organizações


Em 1780, a Marinha do Império Unido de Brasil, Portugal e Algarves é a maior, mais moderna e mais poderosa do mundo. Tem sob seu comando 201.000 marinheiros e oficiais, sem contar o Comando dos Fuzileiros Navais (209 mil), os combatentes navais das Ordens de Cavalaria (38 mil oficiais e marinheiros e 30 mil fuzileiros) a Reserva Naval (outros 200 mil) e o pessoal de apoio civil. Sua espinha dorsal é formada por 56 encouraçados a vapor (tecnologicamente comparáveis aos da marinha britânica e alemã no início da I Guerra Mundial no mundo real, mas movidos a petróleo e não a carvão). Os menores destes, que geralmente também são os mais antigos (20 a 30 anos de idade), deslocam de 14 mil a 19 mil toneladas e a maioria deles está na faixa de 20 mil a 30 mil toneladas. Há também centenas de navios menores, incluindo cruzadores, fragatas (equivalentes aos destróieres da I Guerra Mundial) e corvetas (equivalentes aos torpedeiros da I Guerra Mundial), além de navios auxiliares (navios de transporte, petroleiros, carvoeiros etc.), alguns pequenos submarinos experimentais e dezenas de uiraçus (dirigíveis). Os corpos de fuzileiros dispõem de 40 navios.

O orgulho da frota, porém, são os gigantescos encouraçados Brasil (nau-capitânia da frota imperial), Lusitânia, Índia e Guiné. Cada um deles desloca 48 mil toneladas e tem 250 metros de comprimento, nove canhões de 450 mm e 16 canhões de 150 mm. Atingem uma velocidade de 24 nós (44 km/h, 12 m/s), são protegidos por uma couraça de até 380 mm de espessura e podem navegar 10 mil milhas (18.520 km) sem reabastecer.

A Marinha Imperial está organizada em três grandes grupos de esquadras, como mostra o organograma abaixo:

O Comando das Operações Navais, o comando do Estado-Maior e suas principais divisões e cada um dos três Grupos de Esquadras são encabeçados por um Grande Almirante (ver Hierarquia Militar no Brasil dos Outros 500). O Comando dos Fuzileiros Navais é chefiado por um Grande Almirante.

Cada Grupo de Esquadras tem sob seu controle duas ou mais Esquadras (frotas de combate chefiadas por almirantes-de-esquadra e que têm como núcleo uma ou mais forças-tarefa de encouraçados), um certo número de Distritos Navais (comandos também chefiados por almirantes-de-esquadra, que agrupam bases navais, fortalezas, pessoal de terra, flotilhas fluviais e flotilhas da guarda costeira), um ou mais Corpos de Fuzileiros (comandados por vice-almirantes), e cinco esquadrões (unidades de manutenção especializadas em certos tipos de navios, também comandadas por vice-almirantes). As forças-tarefa são unidades flexíveis, pelas quais os navios podem ser redistribuídos a qualquer momento.

Há também Esquadras especiais, consideradas forças de elite. São operados pela Ordens dos Templários e pela Ordem do Cruzeiro do Sul e cada um deles tem como comandante um mestre, considerado equivalente a almirante-de-esquadra. Cada uma das duas ordens tem também um Comando Naval que funciona como unidade de planejamento e que também é chefiada por um mestre, mas as Esquadras Especiais propriamente ditas respondem aos Grupos de Esquadras.

Comandantes de bases navais, escolas navais e forças-tarefa têm geralmente a graduação de chefe-de-esquadra ou chefe-de-divisão, mas as mais importantes são confiadas a vice-almirantes. Comandantes de encouraçados e navios-escola geralmente têm o título de Capitão-de-mar-e-guerra, comandantes de cruzadores e fragatas, Capitão-de-fragata e comandantes de navios menores, Capitão-de-corveta.